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Aqui, sem ti

Aqui, sem ti

Para sempre, até morrer.

Como alguém me disse houve um que me marcou "um bocadão", é verdade, não posso dizer que não.
Mas marcou-me, pretérito perfeito, passado. 

 

 

Agora, presente.
Aqui estou eu, sem ti, sem ninguém. Sempre com o apoio de alguém, mas no fundo só. 
À espera do que me fará feliz. Do que me trará o mundo.
O tempo passa e eu continuo vazia, ninguém me preenche. 
Quero, preciso, necessito de alguém que me faça sentir que o amor existe mesmo, porque ele existe. Há quem duvide, e não sei porquê, nunca devem ter estado apaixonados, nunca devem ter sentido aquela sensação de não há chão, de queda livre.
Eu acredito, já amei, por isso há amor, existe e vai sempre existir... Mas se fui amada? Acho que não. 
Pelo menos sei que eu: sinto, amo e vivo, para sempre, até morrer. 
Quero amar-te, mais do que já amei alguém.
Quando é que apareces? Estou à tua espera. À espera que chegues, sorrias e digas que estás aqui para mim, para sempre, até morrer.
Quero que me abraces, me beijes como se não houvesse mais ninguém no mundo, que me faças sentir "a única", "a tal", para sempre, até morrer.
Preciso que me olhes e me digas que sou tua, depois de me conquistares eu dir-te-ei que és meu, para sempre, até morrer. 
Necessito que me guies, me leves, sem explicações, só nós, para onde quiseres, desde que estejas comigo, me protejas, para sempre, até morrer.
Sou assim, não gosto quando não dão o devido valor às coisas. Eu dou. 
Quero que me contes tudo, do início ao fim, que confies em mim, e eu farei o mesmo porque o que eu quero é confiar-te a minha vida, poder cair e ter-te lá para me levantares e lembrar-me que eu não sou só a queda nem o que me fez cair, que sou também o que já foi inteiro antes e que mesmo despedaçada continuo a poder ser reconstruida.
Quero que me tires a respiração.
Preciso que me tires a respiração.
Necessito que me tires a respiração.
Tudo para saber o que é amar e ser amada.

Quero-te desconhecido, preciso-te desconhecido, necessito-te desconhecido, para sempre, até morrer. Só não digo até depois da morte porque aí já não sinto, não vejo, não toco, não cheiro, não oiço, não saboreio, por isso é que é só até morrer.